Publicado em 16/07/2017 23h39

Caixa reabre programa de demissão voluntária nesta segunda

Instituição financeira espera que a adesão alcance 5.480 empregados; Bradesco também quer demitir

A Caixa Econômica Federal reabriu um programa de demissão voluntária extraordinário (PDVE) e espera que a adesão alcance 5.480 empregados. O período de adesão ao programa de demissão voluntária começa nesta segunda-feira (17) e vai até o dia 14 de agosto. Com isso, o desligamento dos funcionários que aderirem ao PDV deve ocorrer de 24 de julho a 25 de agosto. As informações foram confirmadas pela instituição.

Na iniciativa anterior, encerrada em março último, o banco teve a adesão de 4.645 funcionários em um contingente de 30 mil pessoas elegíveis. A expectativa da Caixa, em seu PDV anterior, era alcançar 10 mil empregados. Como não chegou ao número, o banco optou por reabrir o programa. Ao final de março, a Caixa contava com 101.505 funcionários, considerando estagiários e aprendizes. Somente empregados diretos do banco eram 91.128.

“O PDVE tem por objetivo dar suporte financeiro aos empregados que queiram se desligar voluntariamente da empresa e que se enquadrem nas regras”, explica a Caixa em nota à imprensa.

Quem pode

Para aderir ao programa de demissão voluntária do banco público é necessário que os funcionários tenham, no mínimo, 15 anos de casa; aposentados pelo INSS até a data de desligamento, exceto quando for por invalidez; funcionários aptos a se aposentarem até 31 de dezembro de 2017 ou com adicional de função de confiança/cargo em comissão gratificada até a data de desligamento.

Em troca, a Caixa está oferecendo apoio financeiro, em caráter indenizatório e a ser pago em parcela única, de dez remunerações base do empregado, limitado a R$ 500 mil. Os funcionários que aderirem, conforme explica o banco, permanecerão com o plano de saúde da instituição desde que atendam os requisitos estabelecidos pela instituição. Para os que não se enquadrarem, o banco oferece a permanência no plano por 24 meses, sem prorrogação.

Bradesco

Na semana passada, o Bradesco anunciou a abertura de um Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDV) para seus funcionários. O PDV terá validade entre a próxima segunda-feira e 31 de agosto, afirmou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

A instituição financeira não explicou o motivo de o plano ser chamado de “especial”, e também não informou se há uma meta de um número de desligamentos a ser alcançada pela iniciativa.

A instituição garantiu ainda que o plano especial “não afetará o elevado padrão de qualidade dos serviços prestados aos seus clientes e usuários, em todas as localidades em que atua”.

O Bradesco é o segundo maior banco privado do país. E, de acordo com a Contraf, a instituição tinha até o final de março 106.644 funcionários. O Itaú Unibanco, maior banco privado do país, mantinha ao final do primeiro trimestre 94.955 funcionários, de acordo com os dados da confederação.

Além disso, no fim de 2015, após o anúncio da compra do HSBC, o Bradesco chegou a se reunir com sindicatos que representam as categorias de funcionários, e afirmou que não haveria demissões em massa.

O Bradesco tinha 5.122 agências até o fim de março. E ainda não há informações sobre o impacto que o PDV poderá provocar no número de unidades da instituição financeira em todo o país.

 

Autoria: VN

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